Conforme citado pela Agência Brasil, Alckmin afirmou que as medidas anunciadas recentemente buscam justamente conter os valores nas bombas. Entre as ações adotadas está a retirada das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, além da criação de um subsídio de R$ 0,32 por litro. Com isso, a estimativa é que o preço final possa cair pelo menos R$ 0,64 por litro para o consumidor.
O vice-presidente explicou que essas decisões consideram o fato de que o Brasil depende da importação de cerca de 25% do diesel consumido no país. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou o preço internacional do barril de petróleo, o que acaba refletindo diretamente nas bombas de combustível do mercado interno.
Alckmin também ressaltou que o aumento do diesel tem efeito em cadeia na economia, podendo elevar o custo do transporte e dos alimentos, além de pressionar a inflação.
No contexto da medida tomada, ele classificou a estratégia do governo como uma decisão "inteligente" e criticou uma medida adotada pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro, que limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sobre combustíveis e vetou compensações financeiras aos estados.
"Os estados foram para a justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco, afirmou. O vice-presidente explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, é importador de diesel porque ainda não tem refino o suficiente para o mercado local".