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Brasil terá força-tarefa contra crimes no setor de combustíveis, diz ministro

O governo federal lançou uma operação integrada para combater irregularidades no varejo de combustíveis, agravadas pelo cenário geopolítico internacional.
Sputnik
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atribuiu a instabilidade nos preços a conflitos em curso no Oriente Médio. "Uma guerra que os brasileiros não têm culpa, mas que leva o Brasil a uma instabilidade no abastecimento e nos preços no setor energético, tão fundamental ao desenvolvimento nacional."
O ministro disse que o governo já adotou medidas práticas, como a isenção de impostos federais sobre combustíveis e a ativação de mecanismos de compensação para absorver reajustes da Petrobras. Agora, a prioridade é o combate ao que chamou de "crime contra a economia popular" no setor.
A força-tarefa reúne a Polícia Federal (PF), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Receita Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em articulação com os Procons estaduais. "Não teremos um segundo sequer de trégua àqueles que quiserem cometer crimes contra o povo brasileiro, contra a economia popular, contra preços irreais."
O ministro participou do anúncio antes de retornar a Brasília, para integrar uma sala permanente de crise criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para monitorar a segurança energética e os preços dos combustíveis no país.
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Segurança energética

Silveira também afirmou nesta quarta-feira (18), após leilão na Câmara de Comércio de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo (SP), que as vendas garantem segurança energética para a próxima década.

"Com absoluta convicção, posso afirmar que isso nos dará segurança energética pra próxima década."

Silveira explicou que o modelo adotado evita contratações emergenciais de alto custo, como as ocorridas durante a crise hídrica de 2021. Segundo ele, o novo parque termelétrico terá valor fixo determinado em leilão público, com variação apenas no custo do combustível.
O ministro também sinalizou uma inflexão histórica na matriz energética brasileira. "Eu sou daqueles que, confiante na transição energética que o Brasil lidera no mundo, compreendo que esse talvez seja o último leilão de térmicas de energias não renováveis", disse, ressaltando que o país já conta com 90% de energia limpa e renovável em sua matriz.
O leilão contempla a prorrogação de usinas existentes para 2026, 2027 e 2028, além da contratação de novas termelétricas para o período de 2028 a 2031.
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