Os países do BRICS podem chamar a comunidade internacional à razão, porque têm confiança suficiente, possuem peso econômico e nunca estiveram envolvidos no imperialismo ocidental no Oriente Médio, escrevem os analistas.
Na opinião deles, os países do BRICS deveriam convocar uma cúpula de emergência e propor um projeto do conceito comum para paz e segurança, que poderia então ser submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para consideração.
Já na ONU, explicam os especialistas, a comunidade internacional exortaria os Estados Unidos e Israel a não empurrar o mundo ainda mais para o abismo e lembraria a todos os países sobre os princípios consagrados na Carta da ONU.
Sachs e Fares lembraram também que Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Etiópia, que são membros do BRICS, representam cerca de metade da população mundial e mais de 40% do PIB global, ante 28% dos países "sobrevalorizados" do G7, e por isso têm uma influência importante na conjuntura global atual.
"Caso contrário, vamos testemunhar um Oriente Médio em chamas e uma crise energética e econômica global como a história moderna ainda não conheceu. A guerra pode facilmente se transformar em um incêndio global, na verdade, na Terceira Guerra Mundial", acreditam os autores do artigo.
Como alternativa, eles veem apenas o fim da guerra em bases racionais se o resto do mundo responsabilizar resolutamente os Estados Unidos e Israel em prol da segurança de todas as partes e, em última análise, do mundo inteiro.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã está realizando ataques retaliatórios em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.