Pesquisadores da Rosatom que trabalham com tecnologias de bioimpressão alcançaram um avanço relevante na área de medicina regenerativa. Um vaso sanguíneo criado por bioengenharia, ou seja, produzido a partir de células vivas, permanece funcionando por um ano dentro de um organismo vivo sem sinais de rejeição ou complicações.
O vaso foi implantado na artéria femoral de um coelho em fevereiro de 2025. Um ano após o procedimento, o animal permanece saudável e sem sinais de rejeição. O enxerto foi produzido em laboratório com células do próprio animal. O experimento foi criado em colaboração com a Mephi (Universidade Nacional de Pesquisa Nucelar, da Rússia).
Atualmente, a tecnologia já permite produzir vasos sanguíneos com até 10 centímetros de comprimento. O método combina princípios de biologia, física e engenharia, utilizando campos acústicos ultrassônicos e técnicas de bioimpressão 3D para criar estruturas biológicas compatíveis com o organismo.
Segundo o diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachev, a pesquisa representa um passo importante para aplicações médicas mais amplas.
“Hoje a Rosatom conduz pesquisas pioneiras voltadas à saúde, aproximando o futuro da medicina. O trabalho dos nossos cientistas mostra como a inovação científica pode se transformar em tecnologias capazes de beneficiar milhões de pessoas”, afirmou Likhachev.
Próximos passos da pesquisa
Os pesquisadores planejam avançar nos próximos anos para a criação de estruturas mais complexas, como tireoide, rins e fígado. A expectativa é que essas tecnologias ajudem a reduzir filas de transplantes e ampliem as possibilidades de tratamento para pacientes que dependem de doações de órgãos.
A equipe também trabalha no desenvolvimento de válvulas cardíacas produzidas por engenharia de tecidos, capazes de superar limitações dos modelos mecânicos e biológicos atualmente utilizados.