No início da semana, Trump declarou que os Estados Unidos não precisavam do apoio da OTAN nem de outros aliados, como Austrália, Japão e Coreia do Sul, no confronto com Teerã. Na ocasião, acusou esses países de relutância em colaborar e classificou a aliança como "via de mão única".
"Quando se trata da OTAN, eles não querem nos ajudar a proteger o estreito, embora sejam justamente os que mais dependem dele. Mas agora estão sendo muito mais amigáveis, porque perceberam minha postura", disse Trump a jornalistas antes de uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na Casa Branca.
Em meio à disparada dos preços do petróleo por conta das tensões na região, os países europeus e o Japão voltaram atrás e aceitaram apoiar os Estados Unidos na tentativa de liberar o tráfego no estreito. Conforme comunicado, Japão, França, Reino Unido, Itália, Países Baixos e Alemanha devem enviar navios militares para o golfo Pérsico.
No fim de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos no Irã, incluindo na capital Teerã, provocando danos e vítimas civis. Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra o território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
A escalada do conflito levou à paralisação, de fato, do tráfego no estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) a partir dos países do golfo Pérsico, impactando diretamente as exportações e a produção energética global.