Panorama internacional

Guerra com Irã esgota munições dos EUA e torna Washington vulnerável perante Pequim, diz mídia

Os estoques de munição gastos durante a operação dos EUA contra o Irã, denominada Fúria Épica, levarão anos para serem repostos, escreve o jornal The Economist.
Sputnik
A publicação destaca que a administração do presidente Donald Trump não conta com um orçamento aprovado pelo Congresso para essa finalidade, e o esgotamento dos estoques implica redução na prontidão do Exército norte-americano para possíveis novos conflitos.

"A reposição [de munições] levará anos. Os custos com a reposição nos primeiros quatro dias de guerra serão de 20 a 26 bilhões de dólares [...]. Na verdade, o problema não é mais o custo, mas a insuficiência de estoques", ressalta a reportagem.

Segundo a matéria, somente no início das hostilidades as Forças Armadas dos EUA lançaram 300 mísseis de cruzeiro Tomahawk, enquanto o Pentágono havia planejado a compra de apenas 57 unidades no atual ano fiscal.
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Do mesmo modo, mais de 150 mísseis interceptores do sistema THAAD foram disparados, cerca de um quarto de todo o arsenal, com entregas previstas de apenas 57 unidades, que entrarão em operação apenas em 2027.
O artigo também sublinha que, desde 2023, as reservas desse tipo de míssil não foram reabastecidas.
Nesse contexto, enfatiza-se que nos primeiros quatro dias da operação os EUA lançaram mais de 5.000 projéteis de diversos tipos, tornando o início da Fúria Épica a campanha aérea mais intensa da história. Em 16 dias, esse número subiu para 11.000.

"O Pentágono está elaborando planos ambiciosos para acelerar as compras por meio de grandes contratos plurianuais. A ideia é aumentar a produção de Tomahawk de 60 para 1.000 por ano e a de mísseis PAC-3 MSE [para o Patriot] de 600 para 2.000. No entanto, o Congresso ainda não concordou em pagar por isso", acrescenta o artigo.

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A situação é agravada pelo fato de que alguns componentes são fabricados por poucas empresas, o que retarda os prazos de entrega. Além disso, a produção de armamentos depende de minerais cujo fornecimento é controlado pela China.
Diante desse cenário e da transferência de grandes contingentes e equipamentos do Japão e da Coreia do Sul para o Oriente Médio, o jornal conclui que as Forças Armadas dos EUA podem se tornar menos preparadas para um eventual conflito na Ásia.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã. Em resposta, Teerã realizou ataques de retaliação contra território israelense e instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
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