Segundo Mohammed al-Bukhaiti, membro do escritório político do grupo, a medida teria como alvo exclusivamente nações envolvidas em ações militares contra aliados do chamado Eixo da Resistência, como o Irã.
"Se formos forçados a fechar o estreito de Bab al-Mandeb, atacaremos apenas países que participem de agressões contra a Palestina, o Líbano ou outros integrantes do Eixo da Resistência, como Irã e Iraque", disse.
Mais cedo, um representante houthi já havia afirmado que, em caso de escalada no mar Vermelho, interesses de países considerados neutros, como Rússia e China, não seriam afetados.
O movimento também declarou que avalia todos os cenários possíveis para apoiar o Irã diante das ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel.
Localizado entre o Iêmen e o Chifre da África, o estreito de Bab al-Mandeb liga o mar Vermelho ao oceano Índico, por meio do golfo de Áden, e funciona como porta de entrada para o canal de Suez, que atravessa o Egito.
A região é considerada um dos pontos mais estratégicos do comércio global, por onde passam cerca de 12% do tráfego marítimo do mundo e aproximadamente 9 milhões de barris de petróleo por dia. Qualquer interrupção na rota afeta diretamente o fluxo entre Europa e Ásia e pressiona cadeias globais de energia e logística.