A iniciativa ocorre em meio ao agravamento do quadro clínico do ex-presidente, que foi retirado da unidade prisional na última semana, após apresentar sintomas agudos, e transferido sob escolta para o hospital DF Star, em Brasília. Segundo informações encaminhadas ao Supremo, a remoção foi autorizada após avaliação médica que indicou risco elevado à vida do custodiado.
No documento apresentado, os advogados alegam que a permanência no sistema prisional, diante do estado de saúde atual, representa risco à integridade física de Bolsonaro e solicitam a adoção de medidas alternativas, como a prisão domiciliar.
Um boletim médico divulgado mais cedo indica que o ex-mandatário permanece internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em tratamento contra pneumonia bacteriana bilateral.
De acordo com a equipe médica, o quadro apresenta evolução clínica controlada, com uso de antibióticos por via intravenosa, suporte intensivo e acompanhamento fisioterapêutico. Porém não há previsão de alta no momento.
Visita de assessor de Trump foi vetada
Pouco antes de ser internado, a defesa do ex-presidente havia solicitado uma autorização para que Darren Beattie, assessor sênior do presidente dos EUA, Donald Trump, para assuntos relacionados ao Brasil, o visitasse na prisão.
Moraes chegou a dar a permissão, mas voltou atrás após manifestação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que alertou sobre o risco de a visita ser interpretada como ingerência externa no cenário político brasileiro.