A agência adverte que a crise no Médio Oriente mudará o mercado de combustíveis nos próximos anos. Por exemplo, os déficits já se tornaram evidentes nas economias asiáticas emergentes, que estão comprando quatro quintos do GNL do Catar. Um desses países, escreve Bloomberg, é o Paquistão, que depende do Catar em 99% das suas importações de gás.
"Estamos agora avançando seguramente para o cenário de uma crise do gás no dia do Juízo Final. Mesmo que a guerra [no Irã] termine, as interrupções no fornecimento de GNL podem durar meses ou até anos, dependendo de quanto tempo levará para reparar os danos", cita a agência o especialista.
A Bloomberg chamou atenção para o complexo de produção de gás Ras Laffan no Catar, que já tinha sido atacado. Fontes informadas notaram que, como resultado do último ataque à instalação, 14 "linhas de tecnologia de produção" foram danificadas e espera-se que a sua restauração demore anos. A agência salienta que as crises industriais podem forçar o Catar a expandir os seus investimentos no exterior para se proteger de problemas futuros.
"Cada semana de inatividade da maior usina de GNL do mundo perde um equivalente energético suficiente para fornecer eletricidade às casas de Sydney durante um ano inteiro", observa a agência.
A empresa estatal de energia do Catar, QatarEnergy, informou anteriormente que incêndios após um ataque com mísseis danificaram gravemente a cidade industrial de Ras Laffan, no norte catariano, onde se situa o maior complexo de produção de gás natural liquefeito do país.