A cerimônia de encerramento do mandato de Castro ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo. Com a renúncia, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), assume o cargo e convoca eleições indiretas para definir quem ocupará o governo estadual até o fim de 2026.
Até o momento, dois ministros do TSE votaram pela perda do mandato de Castro, antes de o ministro Nunes Marques pedir vista. Com a saída do então governador, ele não será cassado e responderá apenas pela inelegibilidade.
A chapa de Castro é investigada por abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida a agentes públicos no período eleitoral. As suspeitas envolvem a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Fundação Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na contratação de milhares de pessoas sem concurso e no uso de programas públicos com finalidade eleitoral.
Se o TSE votar pela cassação imediata, com declaração de inelegibilidade, Castro ficaria impedido de registrar candidatura em agosto, prazo-chave do calendário eleitoral. O agora ex-governador poderia ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tentar obter uma liminar para suspender os efeitos da inelegibilidade, o que reabriria espaço para participação na disputa.