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Rio de Janeiro é 'maltratado pelo pacto federativo', diz Cláudio Castro

© Sputnik / Guilherme CorreiaO governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). - Sputnik Brasil, 1920, 06.03.2026
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta sexta-feira (6), em coletiva durante evento em São Paulo, que a segurança pública precisa ser tratada como prioridade permanente de governo. Ele defendeu avanços de sua gestão nesse setor e na segurança jurídica e se queixou de que o estado seria "maltratado pelo pacto federativo".
Segundo ele, o estado tem concentrado esforços em investimentos e operações para combater organizações criminosas e reduzir a influência do crime em comunidades.
De acordo com Castro, que participou do II Rio Summit, promovido pelo grupo LIDE Empresarial, a principal diferença da política adotada no estado é tratar o tema com foco operacional e não político. "Segurança pública é investimento, é foco, é atenção, é prioridade", declarou.
"No Rio de Janeiro a gente trabalha todo dia para desmantelar criminosos, para fazer bloqueios, a gente não trabalha politizando a segurança pública."
Castro afirmou que parte da população tem demonstrado insatisfação com o que considera falta de ação de governos em relação ao tema.
Segundo ele, há um distanciamento entre discursos institucionais e a realidade vivida por moradores de áreas afetadas pela criminalidade. O governador disse, ainda, que o crime organizado passou a operar com lógica econômica estruturada, o que exige estratégias voltadas para combater financiamento e lavagem de dinheiro. "É business", resumiu.
Ele acrescentou que jovens são recrutados por grupos criminosos com pagamento semanal elevado em comparação a empregos formais. "Um garoto desse para empunhar um fuzil tá recebendo por semana entre R$ 500 e R$ 1.500."

Caso de estupro e investigação

Questionado sobre a repercussão de um caso de estupro coletivo envolvendo o filho de um subsecretário do governo estadual, Castro afirmou que os suspeitos foram presos e que responderão ao processo judicial.
O governador explicou que o servidor citado atuava na área de assistência social e não tinha relação com a estrutura da segurança pública.
Segundo ele, o desligamento do subsecretário ocorreu por decisão administrativa, sem interferência nas investigações. "O filho dele, assim como os outros que estão atrás das grades, vai responder ao devido processo legal", afirmou.
Castro acrescentou que não haverá tratamento diferenciado para envolvidos ligados a servidores do governo. "Lá não tem moleza nem para filho de quem possa trabalhar no governo."

Eleições

Ao ser questionado pela Sputnik Brasil sobre as eleições deste ano, o governador afirmou que ainda não está focado na disputa eleitoral. Segundo ele, a prioridade no momento é concluir ações de governo antes do fim do mandato.

"Sinceramente, a minha cabeça não virou para eleição ainda." Ele afirmou que pretende tratar de temas eleitorais apenas após a Páscoa.

Diálogo com empresários

Durante a coletiva, o governador também afirmou que o estado busca fortalecer a segurança jurídica para atrair investimentos privados. Segundo ele, o governo tem mantido diálogo constante com instituições como a Assembleia Legislativa, o Judiciário e o Ministério Público para garantir previsibilidade regulatória.
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Castro afirmou que empresários priorizam clareza nas regras antes de investir. "O empreendedor, ele quer exatamente aquilo que eu assisto, ele quer a segurança jurídica", disse.
Segundo ele, o objetivo é assegurar que normas e procedimentos tenham estabilidade. "Ele quer saber que ele vai chegar numa localidade onde a regra terá início, meio e fim."
O governador destacou durante sua fala oficial no evento que sua gestão priorizou reorganizar o estado após a crise fiscal e institucional enfrentada a partir de 2018. "Tenho que lembrar que a gente via uma intervenção federal na segurança pública."
Ele também disse aos empresários que o estado fluminense é "maltratado pelo pacto federativo".

"Como é que o estado brasileiro que representa mais para o Brasil do que o Texas representa para os Estados Unidos pode estar quebrado? Porque nós somos extremamente maltratados pelo pacto federativo."

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