Panorama internacional

Controlando navegação no estreito de Ormuz, Irã danifica interesses dos EUA na região, opina analista

Embora Teerã tenha baixas militares e política no confronto atual, ao controlar a navegação no estreito de Ormuz, influencia os preços de petróleo e gás, prejudicando assim os interesses estratégicos dos Estados Unidos na região, afirmou à Sputnik o analista político e doutor em filosofia de história, Rafik Ismailov.
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O especialista afirmou que O Irã, percebendo a importância global do estreito de Ormuz para o comércio mundial, alertou por muitos anos que fecharia essa rota marítima em caso de agressão militar.
Ismailov lembrou que, no âmbito das preparações para eventual agressão externa, Teerã realizou vários exercícios militares e considerou as medidas para fechar o estreito.

"Portanto, o fechamento de Ormuz não é desespero, mas um passo completamente previsível. Hoje, o Irã está jogando para aumentar as apostas. Sim, incorre em custos militares e políticos sérios, mas também se baseia na tática de uma guerra assimétrica, na qual causa graves prejuízos aos interesses norte-americanos na região", disse o especialista.

Teerã, ao danificar as instalações estratégicas de petróleo e gás dos países do golfo Pérsico e bloquear o estreito de Ormuz, conta com o aumento dos preços do petróleo e do gás, ou seja, a crise energética global, e também com a crise econômica global, que pode resultar de uma prolongada guerra de atrito.
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"Os Estados Unidos entendem os riscos e, portanto, estão suspendendo parcialmente as sanções ao petróleo contra a Rússia e o Irã. Mas isso, como se vê, não resolve o problema em sua raiz e os riscos permanecem", observou o interlocutor da agência.

Além disso, Ismailov ressaltou que as bases militares estadunidenses localizadas em vários países no Oriente Médio não resolvem questão de segurança, e, ao contrário, representam uma ameaça, porque defendem, primordialmente, os interesses de Israel.
Segundo ele, surgiram informações de que os Estados Unidos estão se preparando para tomar a ilha de Kharg, como resultado do qual o potencial econômico do Irã seria supostamente destruído.
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"E isso significa apenas a expansão da guerra e sua transição para a fase terrestre. O problema é que a sociedade iraniana está mais preparada para uma guerra prolongada do que a norte-americana, que é intolerante a perdas e custos econômicos, para os quais os objetivos dessa guerra não são claros e nos quais há um aumento acentuado dos sentimentos anti-israelenses", enfatizou Ismailov.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã. O Irã está retaliando o território israelense, bem como as instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, o transporte marítimo através do estreito de Ormuz, uma importante rota de abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, de fato, parou. Como resultado, os preços dos combustíveis estão subindo na maioria dos países do mundo.
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