As bases estão localizadas nas Áreas de Soberania de Akrotiri e Dhekelia desde a independência cipriota, em 1960. Segundo a publicação, o presidente Nikos Christodoulides afirmou que "as bases britânicas em Chipre são uma consequência colonial na ilha".
O governo cipriota passou a exigir garantias de segurança mais amplas após um ataque com drone contra as bases, atribuído no contexto das tensões envolvendo o Irã.
De acordo com a publicação, na última semana Christodoulides manteve uma longa conversa telefônica com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, quando solicitou a abertura de negociações. Ainda segundo a reportagem, Chipre não exige a retirada das bases, mas quer maior transparência e consultas sobre possíveis missões, deslocamento de tropas e equipamentos, além dos riscos de segurança.
Um porta-voz do Ministério da Defesa britânico afirmou que as áreas de soberania "nunca fizeram parte da República de Chipre", já que o Reino Unido manteve controle sobre esses territórios após a independência, e indicou que não há planos de alterar esse status.
Os acordos firmados em 1960 preveem que Reino Unido, Chipre, Grécia e Turquia cooperem na defesa conjunta da ilha, mas, na prática, essa coordenação ocorre raramente. Para Nicósia, o modelo atual não atende mais às necessidades contemporâneas.
Londres confirmou ainda que, em 1º de março, um drone atingiu a base de Akrotiri, causando danos limitados. Segundo a pasta, o equipamento não teria sido lançado diretamente do Irã, mas possivelmente a partir do Líbano ou do Iraque.