O Irã ameaçou abrir uma "frente" no estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, para conter Washington, informou a agência iraniana Tasnim News Agency, citando uma fonte militar.
Anteriormente, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país poderia abrir novas frentes de hostilidade contra os Estados Unidos e Israel caso o conflito na região continue.
A fonte disse à agência que o Teerã é capaz de ameaçar essa via marítima estratégica. Assim como o estreito de Ormuz, a região é vital para o comércio global de energia e qualquer interrupção na rota afeta diretamente o fluxo entre Europa e Ásia e pressiona cadeias globais de energia e logística.
Na última semana, o movimento iemenita Houthis chegou a ameaçar bloquear a região para o tráfego de embarcações de países considerados agressores, afirmou um integrante de sua liderança política.
Segundo Mohammed al-Bukhaiti, membro do escritório político do grupo, a medida teria como alvo exclusivamente nações envolvidas em ações militares contra aliados do chamado Eixo da Resistência, como o Irã.
"Se formos forçados a fechar o estreito de Bab al-Mandeb, atacaremos apenas países que participem de agressões contra a Palestina, o Líbano ou outros integrantes do Eixo da Resistência, como Irã e Iraque", disse.
Risco de agravar a crise no Oriente Médio
Enquanto isso, Arábia Saudita e Estados Unidos buscam evitar que o grupo entre no conflito, o que poderia ampliar drasticamente a crise no Oriente Médio, segundo o The Wall Street Journal.
A possível escalada preocupa por seu impacto em rotas estratégicas como o сanal de Suez e o estreito de Bab al-Mandeb, por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo e gás.
Autoridades alertam que, se os houthis entrarem na guerra, o bloqueio de rotas marítimas pode se intensificar, elevando os riscos para o comércio internacional e pressionando ainda mais o Oriente Médio. Líderes houthis afirmam que a entrada no conflito é "apenas questão de tempo".