O jornal destaca que a consideração da possibilidade de deixar a Ucrânia sem novas armas está acontecendo em meio à guerra com o Irã.
"O Pentágono está avaliando a possibilidade de redirecionar armas destinadas à Ucrânia para o Oriente Médio, uma vez que a guerra no Irã está esgotando algumas das munições mais essenciais das Forças Armadas dos EUA", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, as armas que poderiam ser redirecionadas da Ucrânia incluem mísseis interceptadores de defesa antiaérea adquiridos por meio de um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Ao mesmo tempo, é apontado que ainda não foi tomada uma decisão definitiva sobre o assunto por parte de Washington. No entanto, a reportagem salienta que a recusa em fornecer novas armas a Kiev destacaria a necessidade cada vez maior de Washington fazer concessões para dar continuidade ao conflito com Teerã.
Dessa forma, o material conclui que, se o Pentágono retirar a ajuda a Kiev, o lado ucraniano terá graves problemas em contrariar os ataques aéreos russos.
No dia 3 de março, o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, manifestou receio de que a Ucrânia possa enfrentar dificuldades em receber mísseis e armas, agora necessários aos próprios EUA na operação contra o Irã.
O jornal The Economist, citando avaliações de especialistas, havia informado anteriormente que os estoques de munição consumidos durante a operação dos EUA contra o Irã levarão mais de um ano para serem repostos.
Cabe lembrar que a Rússia considera que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito, envolve diretamente os países da OTAN e essa postura representa um "jogo com o fogo".