"Apresentamos dois relatórios sobre tortura, que tratam de violações da Terceira Convenção de Genebra, relacionadas à tortura de prisioneiros de guerra. Apresentamos provas irrefutáveis: relatos diretos, depoimentos de pessoas que retornaram do cativeiro ucraniano", disse Miroshnik.
O diplomata afirmou que, nesses relatórios, a Rússia focou em descrever o sistema de prisões secretas existente na Ucrânia.
"Isso constitui uma grave violação das normas do direito humanitário internacional, uma violação de diversas normas de direitos humanos e, em princípio, um crime de guerra. Mas muitos ignoram isso hoje; organizações de direitos humanos tentam fechar os olhos para isso", disse Miroshnik.
Prisões e obrigação de contratos com as Forças Armadas
Já o prisioneiro de guerra ucraniano Dmitry Litvin revelou à Sputnik que as prisões ucranianas estão recebendo metas para que detentos assinem contratos com as Forças Armadas do país.
Ele foi condenado a sete anos e meio por homicídio culposo e, na prisão, assinou contrato com o Exército. "A administração dos campos, a direção, tem uma meta de quantas pessoas devem ser liberadas", relatou o prisioneiro.
O prisioneiro explicou que os “liberados” são aqueles enviados pelas Forças Armadas para a linha de frente.
Segundo ele, como durante cerca de quatro meses não houve voluntários em sua colônia penitenciária e uma comissão foi enviada ao local. Após isso, cerca de 80 detentos por mês passaram por avaliação médico-militar.