A declaração foi feita durante a mesa-redonda "Reino Unido — EUA — UE: o que vem a seguir?", organizada na sede da agência de notícias Sputnik e dedicada às tendências atuais da vida econômica e política do Reino Unido e ao papel do país na economia global e nas relações internacionais.
Na opinião do especialista, a população do Reino Unido não está "entusiasmada" com a operação dos EUA e Israel contra o Irã, os britânicos já estão cansados do crescimento dos gastos com defesa e dos problemas socioeconômicos.
"Na verdade, as razões políticas internas são, em grande parte, para [o primeiro-ministro britânico] Keir Starmer, para o seu governo", disse Voitolovsky.
Além disso, como observou o especialista, o Reino Unido é muito dependente das flutuações no mercado mundial de petróleo, e por isso o aumento dos preços do petróleo significa um aumento no preço da gasolina, dos fertilizantes e um aumento no custo da eletricidade para as famílias britânicas.
Em seguida, haverá um aumento nos preços ao consumidor, prevê o especialista. É por isso que, segundo Voitolovsky, o governo britânico não presta ajuda aos Estados Unidos e não se envolve no conflito contra o Irã.
Nesta quinta-feira (27), o jornal britânico The Times, citando fontes, afirmou que no Reino Unido, em meados de abril, pode começar a ter falta de diesel em meio à escalada em torno do Irã, e acrescentou que alguns pequenos postos de gasolina já enfrentaram dificuldades na compra de diesel de atacadistas.
Anteriormente, depois de estudar os dados dos relatórios semanais do Ministério da Energia britânico, a Sputnik calculou que a gasolina no Reino Unido subiu mais de 9% desde o início do conflito no Oriente Médio e o preço do diesel aumentou mais de 17%.