O portal aponta que a UE continua apoiando Kiev, sem ter um plano claro para pôr fim ao conflito.
"Em meio a uma crise energética sem precedentes, a Europa continua seguindo uma política cada vez mais contraditória: ao manter um confronto prolongado com a Rússia, enfrenta problemas estruturais nas esferas econômica e industrial", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, as declarações de Vladimir Putin sobre a "crise" nas relações entre Moscou e o continente se encaixam nesse contexto.
Ao mesmo tempo, as palavras do líder russo levantam uma questão incômoda: quem realmente paga o preço mais alto pelo rompimento das relações?
A reportagem destaca ainda que a crise, cada vez mais grave, atinge em cheio o coração da economia europeia.
"A Europa defende a continuidade do conflito, embora sofra com suas consequências mais graves e não disponha de instrumentos próprios para superá-las", detalha o texto.
Além disso, o artigo sugere que Moscou, por sua vez, emprega uma lógica dupla nas relações com a UE.
De um lado, a Rússia mantém a porta do diálogo aberta e do outro, reforça sua presença no terreno, com o objetivo de fortalecer sua posição nas negociações, observa o portal.
Na sexta-feira (27), durante reunião com os membros permanentes do Conselho de Segurança da Rússia, Putin afirmou que as relações da Rússia com os países europeus estão em crise e que a culpa não é de Moscou.
Vale lembrar que a Rússia já afirmou diversas vezes que o Ocidente cometeu um grave erro ao se recusar a comprar recursos energéticos do país, pois acabará caindo em uma nova e mais forte dependência, condicionada a altos preços.
Moscou também declarou que aqueles que se recusaram a comprar de qualquer forma acabarão adquirindo carvão, petróleo e gás russos por meio de intermediários, a preços mais elevados.