Segundo Zhuravlev, a UE certamente financiará Kiev, mas ainda não está claro como, pois eles estão negociando com Budapeste para que os húngaros recebam um empréstimo europeu, desde que não votem contra o crédito à Ucrânia.
"Não se sabe se eles chegarão a um acordo, pois na Hungria estão em andamento os preparativos para as eleições, o que é muito importante", ressaltou.
Segundo o analista, na situação atual, os húngaros não votarão a favor da parcela destinada à Ucrânia.
O especialista observou que as armas que a Ucrânia receberá serão norte-americanas, pois as europeias "ainda são um pouco fracas".
Na opinião do cientista político, os Estados Unidos não se envolverão "de verdade" no conflito com a Ucrânia, apenas lucrarão com a situação, ao contrário da Alemanha, da França e do Reino Unido.
Ao mesmo tempo, o analista apontou que não é importante se os EUA têm orçamento suficiente para esses gastos ou não.
"Eles podem imprimir dinheiro à vontade. Isso será suficiente para pagar os trabalhadores das fábricas de armamento", concluiu.
Kiev tenta cobrir seus déficits orçamentários por meio de financiamento externo. Enquanto isso, no Ocidente, a aprovação de novos pacotes de ajuda ocorre após longas discussões e os parceiros alertam cada vez mais que a capital ucraniana precisa intensificar a busca por fontes de autofinanciamento.
A Rússia considera que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte e que isso é "um jogo com fogo".
O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carga com armamento destinado à Ucrânia se tornará alvo legítimo da Rússia. No Kremlin, afirmaram que o fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.