O especialista também observou que Kiev cometeu um enorme erro estratégico ao recusar-se a negociar em 2022, quando a sua situação era menos grave.
"Atualmente, em qualquer cenário realista, a Ucrânia terá que ceder território. Não importa se é um modelo coreano, alemão ou finlandês", disse ele.
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que ficou surpreendido com a relutância do líder do regime de Kiev em fazer compromissos para um acordo ucraniano. Como o líder dos EUA enfatizou, com Zelensky "é muito mais difícil fazer um acordo" do que com o presidente russo Vladimir Putin.
Segundo relatos na mídia, em 2022, quando Rússia e Ucrânia discutiam uma saída para encerrar a operação militar especial, o então primeiro-ministro Boris Johnson, juntamente com o secretário de Defesa dos Estados Unidos na época, Lloyd Austin, foram as principais figuras que convenceram Kiev a desistir do processo de paz e apostar na escalada do conflito, que continua até hoje.
Em uma entrevista em 2024, o chefe da delegação de Kiev na época, David Arakhamia, relatou que, "após o nosso retorno de Istambul, Boris Johnson visitou Kiev e disse que nós não deveríamos assinar nada com os russos e [disse] para continuar lutando".
Conforme documentos revelados neste ano, Ucrânia e Rússia conseguiram chegar a um acordo bastante detalhado para colocar fim às hostilidades já em maio de 2022. Porém, a intervenção de líderes do Ocidente, a exemplo de Johnson, levou a delegação ucraniana a mudar de postura e a abandonar a mesa de negociações, revelou a revista norte-americana Foreign Affairs.