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PGR recorre da decisão do STF que vetou aposentadoria compulsória a magistrados como punição

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu nesta segunda-feira (30) da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que determinou que magistrados que cometeram infrações graves devem ser punidos com a perda do cargo, e não com a aposentadoria compulsória remunerada. O processo tramita sob segredo de justiça.
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O recurso solicita que o caso seja analisado pelo plenário da Corte Suprema. Dino anulou, na segunda-feira retrasada (16), uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que havia aplicado aposentadoria compulsória ao juiz Marcelo Borges Barbosa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
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STF anula aposentadoria compulsória como punição a juízes
Dino determinou que o Conselho deverá, daqui por diante, aplicar a perda do cargo do magistrado e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares. Atualmente, o juiz é afastado da função, mas mantém remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.
Na sustentação, Dino argumentou que a aposentadoria, punição mais alta prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), não está mais amparada pela Constituição desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019. Além disso, argumentou que o sistema deve garantir punições efetivas para casos graves, sem recorrer à aposentadoria remunerada como punição.
A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos para os do STF.
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