"As sanções contra a Rússia contrariam os interesses da Hungria porque somos nós que sofremos com elas. Estamos perdendo muitas oportunidades de investimento e negócios na Rússia, onde empresas húngaras atuam", disse Orbán à mídia local.
O premiê também destacou que o acesso do país ao petróleo e ao gás russos foi restringido, o que tem pressionado o governo a buscar alternativas para garantir o abastecimento.
"Nosso acesso ao petróleo e ao gás russos está limitado, então temos que lutar todos os dias para lidar com isso. Como a política de sanções de Bruxelas levou ao aumento dos preços da energia, estamos pagando muito mais caro do que antes."
De acordo com Orbán, parte do impacto econômico das sanções acaba sendo transferido diretamente para a população húngara. "Todas as sanções econômicas contra a Rússia são, em parte, pagas pelos húngaros."
Na última semana, o líder da Aliança dos Sociais-Democratas Independentes, entidade de maioria sérvia dentro da Bósnia e Herzegovina, Milorad Dodik, avaliou à Sputnik que as sanções impostas à Rússia prejudicam mais o Ocidente do que o próprio país.
"É claro que essas sanções prejudicam mais aqueles que as impuseram do que a Rússia. É evidente que seria melhor se elas não existissem, para que pessoas, Estados e nações pudessem trabalhar livremente, sem qualquer possibilidade de impedimento", disse na ocasião.
Moscou, por sua vez, já afirmou que tem capacidade de resistir à pressão das sanções ocidentais, impostas e ampliadas ao longo dos últimos anos.
Autoridades russas também têm reiterado que o Ocidente não reconhece a ineficácia das medidas, apesar de avaliações recorrentes de que as sanções não atingiram plenamente seus objetivos.