Segundo a publicação, a explicação mais óbvia para as aparentes falhas é que o esgotamento das reservas de defesa antiaérea de Israel está forçando as Forças de Defesa de Israel a racionar munições ou priorizar alvos, prejudicando assim a qualidade da interceptação dos mísseis.
"Um mês depois da campanha militar dos EUA contra o Irã, o alardeado sistema de defesa antiaérea de Israel está mostrando seus limites. Apenas nos últimos dez dias, grandes cidades, incluindo Tel Aviv, Dimona e Arad, sofreram danos significativos quando mísseis iranianos escaparam com sucesso da rede de interceptadores de Israel", diz a publicação.
No entanto, o fator mais preocupante é a disfunção de detecção causada pelos danos a radares e sensores subjacentes à rede integrada de defesa antiaérea usada pelos Estados Unidos e Israel. Sem os "olhos" usados para detectar e neutralizar ameaças iranianas, as tropas estadunidenses ficarão muito mais vulneráveis, diz o texto.
Além disso, Israel, de fato, esgotou a maior parte de suas reservas de interceptadores antiaéreos. Alguns relatórios indicam que até 80% das munições antiaéreas mais avançadas do Exército israelense foram usadas nas primeiras três semanas da guerra, forçando Tel Aviv a depender cada vez mais de outros sistemas.
"Tal esgotamento rápido indica que as defesas de Israel eram mais frágeis do que pareciam, e claramente não estavam prontas para repelir o número de ataques que o Irã agora é capaz de realizar", observa a revista.
A publicação confirmou que a estratégia iraniana de usar um grande número de drones e munições de fragmentação capazes de sobrecarregar a rede de defesa antiaérea e exceder suas capacidades tem dado certo, e a defesa israelense não é capaz de conter tais ataques do Irã.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Todo esse tempo, as partes estão trocando golpes. Tel Aviv anunciou seu objetivo de impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington, por sua vez, ameaçou destruir o potencial militar do país e pediu aos cidadãos que derrubassem o regime. O Irã enfatizou que está pronto para se defender e até agora não vê sentido em retomar as negociações.