De acordo com a Reuters, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a operação no sul do Líbano seguirá o "modelo Gaza", prometendo devastação semelhante à vista em Rafah e Beit Hanoun.
Segundo a apuração, Katz reiterou que Israel pretende estabelecer uma zona tampão na região após a guerra contra o Hezbollah, mantendo controle militar sobre toda a faixa até o rio Litani. A medida consolidaria uma presença israelense em quase um décimo do território libanês, em uma área estratégica que separa o Hezbollah da fronteira israelense.
A operação foi desencadeada após o Hezbollah abrir fogo em apoio ao Irã no contexto da guerra regional perpetrada por EUA e Israel, ampliando o conflito para o território libanês.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) já haviam ordenado a evacuação de amplas áreas do sul do Líbano, dos subúrbios de Beirute controlados pelo Hezbollah e de redutos do grupo no leste do país. Katz afirmou que Israel destruirá armas, infraestrutura e combatentes de elite do Hezbollah, impedindo o retorno de civis ao sul do Litani até que a segurança israelense seja garantida.
O porta‑voz militar israelense informou que o Hezbollah lançou quase 5.000 drones, foguetes e mísseis contra Israel desde o início do conflito. Em resposta, Israel intensificou ataques a alvos do grupo nos subúrbios do sul de Beirute, alegando atingir infraestrutura militar.
O Ministério da Saúde libanês afirma que 1.247 pessoas já morreram com os ataques israelenses, incluindo 124 crianças e 52 profissionais de saúde.
Fontes citadas pela Reuters estimam mais de 400 combatentes do Hezbollah mortos. Do lado israelense, as Forças Armadas relatam a morte de dez soldados em confrontos com o grupo.