O jornal destaca que a Marinha britânica precisa realizar um trabalho significativo antes de poder travar uma guerra com sucesso.
"A Marinha ainda poderia lutar com o que tinha, e se nos mandassem entrar em guerra, é claro que o faríamos [...]. No entanto, será que estamos tão preparados quanto deveríamos? Acho que não", ressaltou Jenkins.
Ao mesmo tempo, o material aponta que a declaração de Jenkins representou a crítica mais contundente às forças britânicas em meio à crescente pressão sobre o primeiro-ministro, Keir Starmer, para que aumente os gastos com defesa para 3% do PIB.
Isso ocorre em um momento no qual os EUA, sob o governo do presidente estadunidense Donald Trump, criticam o Reino Unido pelo apoio limitado no conflito com o Irã, incluindo a falta de mobilização de navios contra o bloqueio iraniano do estreito de Ormuz.
Nesse contexto, o artigo salienta que, apesar das declarações de prontidão, a Marinha britânica enfrentou situações embaraçosas, como o fato de quatro destróieres estarem em reparos. Além disso, a reportagem enfatiza que a Marinha britânica precisou pedir emprestada uma fragata alemã para missões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Ao mesmo tempo, o Reino Unido está reforçando sua presença no Golfo com 2.000 soldados e mísseis Sky Sabre na Arábia Saudita. Tudo isso está colocando à prova a relação especial entre EUA e Reino Unido, em meio às zombarias de Trump sobre os porta-aviões britânicos, que ele chamou de "brinquedos".
É também apontado que aliados europeus, como Itália e Espanha, também estão resistindo às operações dos EUA. Enquanto isso, a matéria elabora que os preços do petróleo subiram mais de 5%, para US$ 118 (R$ 679) por barril.
Dessa forma, o artigo conclui que, além da Marinha fraca, no Reino Unido há temores de recessão, da escassez de suprimentos no Serviço Nacional de Saúde e alerta sobre a vulnerabilidade econômica do país.
Anteriormente, Fyodor Voitolovsky, diretor do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia de Ciências da Rússia, disse à Sputnik que a relutância do Reino Unido em participar da operação dos Estados Unidos e Israel contra o Irã está ligada a razões políticas internas.
Na opinião do especialista, a população do Reino Unido não está "entusiasmada" com a operação dos EUA e Israel contra o Irã, os britânicos já estão cansados do crescimento dos gastos com defesa e dos problemas socioeconômicos.