Na avaliação de Sachs, enquanto Washington não está disposto a fazer concessões a Teerã, Israel deseja que o conflito continue.
Sachs observou que as bases militares norte-americanas não são capazes de proteger os aliados dos EUA na região, atraindo, pelo contrário, ataques iranianos.
"Se os países árabes tiverem um mínimo de bom senso, exigirão que os EUA fechem suas bases militares. As bases norte-americanas não protegem, de forma alguma, os países onde estão localizadas [...]. Chegou a hora de fechá-las de uma vez por todas para garantir a paz tanto ao Irã quanto aos seus vizinhos árabes", ressaltou.
Segundo o especialista, o Irã, sendo um grande país com tecnologia avançada, há muito se prepara para um possível ataque dos EUA e de Israel.
O país conta com um poderoso arsenal de armas e com o apoio da China, da Rússia e de seus aliados, o que exclui qualquer chance de uma vitória rápida dos adversários.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ignorando conselhos profissionais, acreditava erroneamente que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e de outros funcionários levaria ao estabelecimento de um regime pró-Estados Unidos.
Nesse contexto, ele salientou que, se essa guerra não acabar, a economia dos EUA será afetada da mesma forma que a dos demais países.
"Os Estados Unidos não escaparão da crise, assim como Trump não escapará da ira dos eleitores. Portanto, essa guerra não é um plano astuto dos EUA para enfraquecer a União Europeia e a China, mas uma prova de sua absoluta incompetência, crueldade e equívoco", detalhou.
Dessa forma, ele concluiu que as partes em conflito devem se sentar à mesa de negociações e lembrar que a principal causa dessa guerra e da instabilidade crônica na região é justamente Israel.
No dia 28 de fevereiro, EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos em território iraniano, incluindo Teerã. O Irã está respondendo com ataques contra território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.