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Irã eliminará navios da Marinha dos EUA se ela tentar desbloquear estreito de Ormuz, diz mídia

© AP Photo / Marinha dos EUA /Especialista em Comunicação de Massa de 3ª Classe Riley GasdiaO navio de assalto anfíbio dos EUA USS Bataan navega pelo mar Vermelho, 8 de agosto de 2023
O navio de assalto anfíbio dos EUA USS Bataan navega pelo mar Vermelho, 8 de agosto de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 01.04.2026
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Apesar de ser a maior e mais cara do mundo, a Marinha dos Estados Unidos permanece posicionada bem longe do estreito de Ormuz, observando impotente enquanto o Irã determina quais navios podem passar pela via navegável, informa a mídia.
A revista Responsible Statecraft aponta que a Marinha dos EUA não tem capacidade para derrotar os iranianos e reabrir o estreito de Ormuz.

"Os dias do poderio naval onipotente dos EUA como instrumento de projeção de poder em litorais bem defendidos estão chegando ao fim [...]. Uma breve análise da história naval norte-americana mostra como essa mudança ocorreu e levanta dúvidas sobre se Washington está preparada para o futuro da guerra naval", ressalta a publicação.

Nesse contexto, a reportagem destaca que a Marinha dos Estados Unidos compreende muito bem que não pode entrar no estreito de Ormuz sem correr o risco de ser destruída pelos mísseis iranianos.
Atualmente, os porta-aviões dos EUA estão posicionados longe do golfo Pérsico, fora do alcance dos mísseis iranianos.
Segundo a matéria, a proximidade dos sistemas iranianos à rota marítima reduz drasticamente o tempo de alerta para ataques a navios norte-americanos, que também enfrentam ameaças de minas e de drones de superfície e subaquáticos. A Marinha estadunidense não dispõe de navios antimina eficazes.
Nesse contexto, é enfatizado que o Irã coloca em risco navios norte-americanos caros e com tripulações numerosas usando armas muito mais baratas. Os EUA enfrentam dificuldades para substituir navios perdidos ou danificados, devido ao declínio de sua indústria naval.
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Mesmo que os navios da Marinha não consigam forçar a passagem pelo estreito de Ormuz, alguns se perguntam se as forças terrestres, como sugeriu o presidente estadunidense Donald Trump, teriam mais sucesso.
No entanto, a matéria salienta que as operações militares em pequena escala não mudarão a dinâmica a longo prazo.
A geografia e o arsenal do Irã permitem que ameaças baratas e eficazes sejam feitas à distância por meio de mísseis, drones e sistemas não tripulados, não oferecendo nenhuma solução militar decisiva.
"Essa realidade aponta para uma mudança de paradigma no que diz respeito à aplicação do poder marítimo em proximidade de costas bem defendidas no atual cenário estratégico", acrescenta a revista.
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Portanto, o artigo conclui que a disseminação global de sistemas antinavio não tripulados, potentes e de baixo custo anuncia uma nova era na guerra naval, quer os estrategistas norte-americanos aceitem ou não.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar o Irã que vem retaliando o território israelense e as instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Com a escalada do conflito, o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, importante rota de abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, quase parou.
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