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Irã eliminará navios da Marinha dos EUA se ela tentar desbloquear estreito de Ormuz, diz mídia
Irã eliminará navios da Marinha dos EUA se ela tentar desbloquear estreito de Ormuz, diz mídia
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Apesar de ser a maior e mais cara do mundo, a Marinha dos Estados Unidos permanece posicionada bem longe do estreito de Ormuz, observando impotente enquanto o... 01.04.2026, Sputnik Brasil
2026-04-01T10:57-0300
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A revista Responsible Statecraft aponta que a Marinha dos EUA não tem capacidade para derrotar os iranianos e reabrir o estreito de Ormuz.Nesse contexto, a reportagem destaca que a Marinha dos Estados Unidos compreende muito bem que não pode entrar no estreito de Ormuz sem correr o risco de ser destruída pelos mísseis iranianos.Atualmente, os porta-aviões dos EUA estão posicionados longe do golfo Pérsico, fora do alcance dos mísseis iranianos.Segundo a matéria, a proximidade dos sistemas iranianos à rota marítima reduz drasticamente o tempo de alerta para ataques a navios norte-americanos, que também enfrentam ameaças de minas e de drones de superfície e subaquáticos. A Marinha estadunidense não dispõe de navios antimina eficazes.Nesse contexto, é enfatizado que o Irã coloca em risco navios norte-americanos caros e com tripulações numerosas usando armas muito mais baratas. Os EUA enfrentam dificuldades para substituir navios perdidos ou danificados, devido ao declínio de sua indústria naval.Mesmo que os navios da Marinha não consigam forçar a passagem pelo estreito de Ormuz, alguns se perguntam se as forças terrestres, como sugeriu o presidente estadunidense Donald Trump, teriam mais sucesso.No entanto, a matéria salienta que as operações militares em pequena escala não mudarão a dinâmica a longo prazo.A geografia e o arsenal do Irã permitem que ameaças baratas e eficazes sejam feitas à distância por meio de mísseis, drones e sistemas não tripulados, não oferecendo nenhuma solução militar decisiva.Portanto, o artigo conclui que a disseminação global de sistemas antinavio não tripulados, potentes e de baixo custo anuncia uma nova era na guerra naval, quer os estrategistas norte-americanos aceitem ou não.No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar o Irã que vem retaliando o território israelense e as instalações militares dos EUA no Oriente Médio.Com a escalada do conflito, o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, importante rota de abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, quase parou.
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Irã eliminará navios da Marinha dos EUA se ela tentar desbloquear estreito de Ormuz, diz mídia
10:57 01.04.2026 (atualizado: 11:30 01.04.2026) Apesar de ser a maior e mais cara do mundo, a Marinha dos Estados Unidos permanece posicionada bem longe do estreito de Ormuz, observando impotente enquanto o Irã determina quais navios podem passar pela via navegável, informa a mídia.
A revista Responsible Statecraft
aponta que a Marinha dos EUA não tem capacidade para derrotar os iranianos e reabrir o estreito de Ormuz.
"Os dias do poderio naval onipotente dos EUA como instrumento de projeção de poder em litorais bem defendidos estão chegando ao fim [...]. Uma breve análise da história naval norte-americana mostra como essa mudança ocorreu e levanta dúvidas sobre se Washington está preparada para o futuro da guerra naval", ressalta a publicação.
Nesse contexto, a reportagem destaca que a
Marinha dos Estados Unidos compreende muito bem que não pode entrar no estreito de Ormuz sem correr o risco de ser destruída pelos mísseis iranianos.
Atualmente, os porta-aviões dos EUA estão posicionados longe do
golfo Pérsico, fora do alcance dos mísseis iranianos.
Segundo a matéria, a proximidade dos sistemas iranianos à rota marítima reduz drasticamente o tempo de alerta para ataques a navios norte-americanos, que também enfrentam ameaças de minas e de drones de superfície e subaquáticos. A Marinha estadunidense não dispõe de navios antimina eficazes.
Nesse contexto, é enfatizado que o Irã coloca em risco navios norte-americanos caros e com tripulações numerosas usando armas muito mais baratas. Os EUA enfrentam dificuldades para substituir navios perdidos ou danificados, devido ao declínio de sua indústria naval.
Mesmo que os navios da Marinha não consigam forçar a passagem pelo
estreito de Ormuz, alguns se perguntam se as forças terrestres, como sugeriu o presidente estadunidense Donald Trump, teriam mais sucesso.
No entanto, a matéria salienta que as operações militares em pequena escala não mudarão a dinâmica a longo prazo.
A geografia e o arsenal do Irã permitem que ameaças baratas e eficazes sejam feitas à distância por meio de mísseis, drones e sistemas não tripulados, não oferecendo nenhuma solução militar decisiva.
"Essa realidade aponta para uma mudança de paradigma no que diz respeito à aplicação do poder marítimo em proximidade de costas bem defendidas no atual cenário estratégico", acrescenta a revista.
Portanto, o artigo conclui que a disseminação global de sistemas antinavio não tripulados, potentes e de baixo custo anuncia uma nova era na guerra naval, quer os estrategistas norte-americanos aceitem ou não.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar o Irã que vem retaliando o território israelense e as instalações militares dos EUA no
Oriente Médio.
Com a escalada do conflito, o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, importante rota de abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, quase parou.
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