Segundo Johnson, uma ação militar desse tipo seria fatal para os soldados norte-americanos envolvidos.
"No que diz respeito às ilhas de Kharg e Qeshm [na entrada do golfo Pérsico], isso não faria sentido do ponto de vista da resolução de questões militares", ressaltou.
O analista observou ainda que tal operação resultaria em baixas graves para os soldados ou fuzileiros navais dos EUA designados para a missão.
Na avaliação do especialista, não há opção viável de operação terrestre capaz de gerar resultados concretos.
Além disso, Johnson salientou que uma ação para apreender urânio enriquecido no Irã seria impossível para os Estados Unidos e levaria à morte da maioria dos participantes.
"A complexidade da operação de captura de urânio enriquecido é tão grande que me parece impossível, mas qualquer tentativa de realizá-la acabaria na captura ou na morte da maioria dos participantes", acrescentou.
Nesse contexto, ele sublinhou que, há mais de 20 anos, participou do planejamento de um exercício de treinamento com cenário semelhante.
Johnson concluiu que, já naquela época, a lição aprendida foi clara: não se deve avançar com esse tipo de ação, pois as perdas seriam inaceitavelmente altas.
No dia 28 de fevereiro, EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano, incluindo Teerã. O Irã está respondendo com ataques contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.