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Controle do Irã sobre estreito de Ormuz significaria derrota dos EUA, avalia mídia

© AP Photo / Morteza AkhoondiLancha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), do Irã, aponta arma para o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, apreendido no estreito de Ormuz, no porto iraniano de Bandar Abbas, em 21 de julho de 2019 (foto de arquivo)
Lancha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), do Irã, aponta arma para o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, apreendido no estreito de Ormuz, no porto iraniano de Bandar Abbas, em 21 de julho de 2019 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 01.04.2026
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Os Estados Unidos podem sofrer um revés se o Irã mantiver o controle do estreito de Ormuz após o fim do conflito militar, escreveu um veículo de imprensa norte-americano.
Segundo a avaliação da mídia, o presidente norte-americano, Donald Trump, queria pôr fim à guerra, e por isso os altos funcionários dos Estados Unidos parecem estar preparando um disfarce retórico para sua decisão de encerrar o conflito sem eliminar as consequências.
No entanto, com a saída dos militares norte-americanos da região, o Irã poderia alcançar uma vitória estratégica se garantir seu controle sobre o estreito de Ormuz para influenciar a economia mundial e afetar os suprimentos vitais de petróleo.

"O fim da guerra, na qual o Irã controla o estreito [de Ormuz], será visto na arena internacional como uma derrota estratégica para os Estados Unidos", diz a publicação.

Com esse desfecho, a República Islâmica pode declarar vitória, pois restaurará um impedimento para eventuais ataques norte-americanos no futuro.
Além disso, o autor do artigo acredita que a introdução de taxas para a passagem de petroleiros pelo estreito trará ao Irã receitas para a reconstrução de programas militares que foram destruídos pelos Estados Unidos e Israel.
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A publicação também destaca que, embora os países europeus declarem que a guerra no Oriente Médio não é a "guerra deles" e que a Europa não quer participar dessa campanha militar contra o Irã, os aliados dos EUA não conseguirão evitar as consequências da crise atual na região.

"Mas recusar-se a participar da guerra não os poupará de ter que pagar seus custos. Os altos preços da energia e o aumento da inflação ameaçam minar economias já frágeis e provocar uma reação política negativa dos eleitores aos já fracos governos centristas da Europa", diz o texto.

Devido à escalada do conflito, a navegação pelo estreito de Ormuz praticamente parou. Trata-se de uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico para o mercado global, respondendo por cerca de 20% do fornecimento mundial. Como resultado, os preços dos combustíveis estão subindo na maioria dos países do mundo.
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