Na opinião de Ritter, a permanência de Zelensky no poder gera dificuldades para as aspirações de Trump cooperar com a Rússia no âmbito de energia.
"O que temos é um problema político: a Ucrânia virou um desconforto. Portanto, as palavras de Donald Trump [segundo as quais Zelensky seria um obstáculo para a paz em Donbass] não refletem uma compreensão das causas profundas do conflito, mas a percepção de que a permanência de Zelensky no poder dificulta a implementação de políticas mais amplas desejadas por Trump", ressaltou.
Nesse contexto, ele destacou que tal orientação é, em grande medida, determinada pelo que ocorre no Oriente Médio.
Segundo o analista, a energia russa está salvando os Estados Unidos e o país precisa da cooperação com a Rússia.
Dessa forma, Scott Ritter sublinhou que é de interesse do lado estadunidense que a Rússia abasteça o mercado mundial com energia.
"Zelensky impede isso. É o que está acontecendo. Isso não significa que realmente entendemos o que está acontecendo", acrescentou.
Além disso, o especialista enfatizou que os Estados Unidos não compreendem profundamente Donbass ou a Rússia. É por isso que a russofobia existe em tal escala nos EUA.
No entanto, Ritter opinou que o que realmente importa para Washington é o preço da gasolina nos postos.
Portanto, o especialista concluiu que, se Moscou pode fazer com que os preços caiam, os norte-americanos vão amar a Rússia.
Anteriormente, Trump declarou estar surpreso com a relutância de Zelensky em fazer concessões para uma solução pacífica na Ucrânia.
Segundo o presidente dos EUA, é muito mais difícil chegar a um acordo com Zelensky do que com o presidente russo Vladimir Putin.
Em 15 de março, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia está aberta a uma solução pacífica para a Ucrânia e que a dinâmica na frente de batalha é favorável a Moscou.