Criada em 1986 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a iniciativa busca manter a região livre de armas de destruição nuclear ou de destruição em massa, tendo como membros países banhados pelo oceano Atlântico no Hemisfério Sul, como Brasil, Argentina e Uruguai, e dezenas de países da costa oeste africana.
A zona cobre mais de 20% da superfície terrestre. De acordo com o Itamaraty, o evento no Rio tratará da convenção sobre o ambiente marinho, estratégia de cooperação em três áreas de atuação.
Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar do encerramento da reunião.
Esta será a terceira vez que o Brasil assume a presidência pro tempore, já tendo sediado duas das oito reuniões ministeriais do mecanismo: no Rio de Janeiro, em 1988, e em Brasília (DF), em 1994.
Além dessas, ocorreram reuniões ministeriais em Abuja (1990), Somerset West (1996), Buenos Aires (1998), Luanda (2007), Montevidéu (2013) e Mindelo (2023).
A partir dos anos 2000, com as descobertas de petróleo offshore, o grupo passou a se articular com o intuito de formar uma frente conjunta para evitar a ingerência externa e garantir a proteção dos recursos energéticos.
Também nesta década foram criadas, no âmbito da cooperação sul-sul, a União Africana em 2002, o Fórum de Diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul (IBAS), em 2003; a Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA), em 2005; a Cúpula América do Sul-África (ASA), em 2006; e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em 2008.