Panorama internacional

Rússia questiona veracidade de relatório sobre rede de desinformação promovida na América Latina

A embaixada da Rússia na Colômbia questionou, nesta segunda-feira (6), a veracidade de uma reportagem sobre uma suposta rede de desinformação promovida por Moscou na América Latina, afirmando que o relatório segue o padrão de fazer acusações sem apresentar provas.
Sputnik

"Nota-se, à primeira vista, que se trata de uma campanha organizada com o objetivo de desacreditar nosso país e os meios de comunicação russos. Não são apresentadas provas, apenas acusações: esse é, hoje, o 'padrão' do jornalismo investigativo ocidental quando o tema está relacionado à Rússia", afirmou a representação diplomática em comunicado.

A missão diplomática enfatizou que veículos colombianos replicaram a informação sem verificação independente e advertiu que o suposto relatório não está acessível publicamente, o que coloca em dúvida sua existência e seu conteúdo.

"O mais curioso é que o relatório-fantasma, elaborado por uma organização pouco conhecida e de reputação duvidosa, nunca foi publicado na Internet", acrescentou.

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A embaixada também expressou preocupação com a reação de atores políticos e da mídia no país.
"Lamentamos que a imprensa nacional esteja suscetível à influência de fluxos de informação politicamente enviesados provenientes do Ocidente. É preocupante ver que, desta vez, inclusive alguns políticos destacados da Colômbia tenham sido levados por essa farsa, publicando-a em suas redes sociais", afirmou.
A declaração ocorre após a divulgação de um relatório atribuído à organização Digital News Association, segundo o qual a Rússia teria treinado mais de mil criadores de conteúdo em, pelo menos, oito países da América Latina para influenciar a opinião pública com narrativas alinhadas ao Kremlin.
De acordo com o informe, os países mencionados incluem Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, México, Nicarágua e Venezuela, além da atuação de cerca de 200 criadores hispanofalantes operando a partir da Rússia para audiências latino-americanas.
Diante das acusações, a embaixada russa afirmou que existe uma estratégia sistemática para desacreditar seus meios de comunicação no exterior.

"Ficou comprovado, mais uma vez, que os países ocidentais não conseguem aceitar a existência de fontes de opinião alternativas às que impõem ao restante do mundo. Por isso, buscam qualquer oportunidade para prejudicar a imagem dos meios russos com alcance internacional", declarou.

A representação de Moscou comparou, ainda, a situação na América Latina com ações em outras regiões, como Europa e América do Norte, onde, segundo afirmou, autoridades ocidentais restringem a transmissão de veículos como RT e Sputnik.

"Na América Latina, como vemos, utilizam outras táticas e canais para difamar os meios citados e o nosso país", concluiu.

Por fim, a embaixada fez um chamado aos meios de comunicação colombianos para reforçar seus padrões de verificação e checagem de fontes, destacando também reações críticas de parte dos leitores às publicações recentes.
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