Assim, segundo a análise, o financiamento do programa de mísseis THAAD para o ano fiscal de 2027 aumentou 14 vezes: de US$ 823 milhões (R$ 4,23 bilhões) para US$ 11,43 bilhões (R$ 58,82 bilhões). Ao mesmo tempo, o programa foi transferido da agência de defesa antimísseis para as forças terrestres.
Quanto aos interceptadores PAC-3 MSE, as forças terrestres norte-americanos solicitaram US$ 12,23 bilhões (R$ 62,86 bilhões), valor sete vezes superior ao do ano passado. Pela primeira vez na história, a Marinha solicitou US$ 1,7 bilhão (R$ 8,73 bilhões) para comprar esses mísseis para seus navios.
No total, o pedido financeiro para o ano fiscal de 2027 foi de US$ 25,4 bilhões (R$ 130,5 bilhões), descobriu a Sputnik com base nos documentos orçamentários norte-americanos.
A decisão foi tomada no contexto de relatos sobre o uso intensivo de interceptadores durante a operação Fúria Épica (Epic Fury) contra o Irã. De acordo com o think tank Payne Institute, somente nos primeiros 16 dias da operação, os Estados Unidos usaram 402 mísseis Patriot e 198 interceptadores THAAD, que representaram cerca de 40% de seu arsenal total.
EUA querem quase dobrar gastos com compra de armas em 2027
Continuando a analisar os documentos do Pentágono, a Sputnik tirou a conclusão de que Washington planeja aumentar os gastos com compras de armas no ano fiscal de 2027 em 84,6%, ou seja, quase o dobro.
O volume total de pedidos de compra aumentou para US$ 413 bilhões (R$ 2,125 trilhões), ante US$ 223,8 bilhões um ano antes. O salto mais acentuado foi registrado nos artigos gerais de defesa: aumentaram 571% em relação ao ano fiscal de 2026.
As forças terrestres solicitaram US$ 60,5 bilhões (R$ 310,97 bilhões) para compras, o que é quase o dobro do valor do ano passado. O armamento de mísseis tornou-se o principal motor do crescimento: os gastos com essas armas aumentaram 360% e atingiram US$ 36,6 bilhões (R$ 188,12 bilhões).
Por sua vez, a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais solicitaram US$ 150 bilhões (R$ 771 bilhões), um aumento de 45%. O financiamento da construção naval aumentou 46% e as compras de aeronaves quase dobraram.
Enquanto isso, a Força Aérea e a Força Espacial solicitaram US$ 101 bilhões (R$ 519,14 bilhões). Ao mesmo tempo, os gastos com a Força Espacial aumentaram 344%, para US$ 19 bilhões (R$ 97,66 bilhões).