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Lula diz que vai fazer a 'revolução do século XXI' no Brasil e que país não 'perderá mais' (VÍDEOS)

Nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista ao canal de TV ICL Notícias – 1ª edição, durante a qual destacou a defesa dos princípios democráticos como um objetivo primordial para as eleições presidenciais de 2026.
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Durante a entrevista ao ICL, que ocorreu no próprio Palácio do Planalto, o presidente Lula disse que, ao chegar ao poder, os petistas receberam um Brasil "de terra arrasada efetivamente", que não tinha Ministério da Cultura, Ministério do Trabalho, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério da Igualdade Racial, nem Ministério da Mulher.

"Essa eleição certamente terá como ponto alto a defesa da democracia. Nós teremos competência para explicar à sociedade o significado da palavra democracia, que não é uma palavra abstrata. Democracia é o cidadão votar, controlar o seu voto e exigir que as pessoas cumpram o programa com o qual foram eleitas", afirmou Lula.

O presidente salientou também que a defesa do regime democrático passa pela garantia de direitos básicos à população e acrescentou que, neste momento, há muito trabalho na área de realização dos direitos do povo brasileiro.

"Então, é muito trabalho. E eu disse o seguinte: o ano de 2026 é o ano da colheita. Nós reconstruímos, preparamos a terra, plantamos", disse.

Nesse contexto, Lula explicou que quer e precisa de um quarto mandato porque tem a intenção de discutir os problemas brasileiros atuais para iniciar mudanças qualitativas em diferentes esferas. Ele acrescentou que, na área da educação, as mudanças já foram começadas.

Lula defende fortalecimento da indústria de defesa do Brasil para proteção das terras raras

Em entrevista, o presidente brasileiro apontou as riquezas naturais do país como cruciais para o fortalecimento da defesa contra ingerências externas. Na avaliação do presidente, o país precisa aproveitar a transição energética, os recursos de mineração e as terras raras para poder fazer uma revolução do século XXI.

"Nós queremos aproveitar essa transição energética, essas coisas de mineração, das críticas de terra rara e fazer a revolução do século XXI que o Brasil precisa fazer. O Brasil já perdeu muitas oportunidades e nós não vamos perder mais", disse Lula.

Ao falar sobre as terras raras, Lula acusou os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) de quererem "vender o Brasil" para os Estados Unidos em negociações sobre esses recursos críticos.

"Ele [Flávio] quer vender para os Estados Unidos uma coisa que é tão importante para o Brasil. É como se eu pegasse o petróleo e falasse: 'O petróleo não vai ser mais meu, o petróleo vai ser dos Estados Unidos'", criticou Lula.

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Dando sequência à conversa sobre os Estados Unidos, Lula lembrou que Washington e Brasília têm relações diplomáticas há 201 anos e que o Brasil "não quer briga" com os EUA. Os dois países devem ter direitos iguais e respeitar esses direitos, acrescentou o presidente.
Além disso, o governo brasileiro está altamente preparado para cooperar com Washington no setor de petróleo, declarou Lula.
Ele também anunciou estar pronto para discutir com o presidente norte-americano Donald Trump as questões da luta contra o crime organizado, pois nos próprios Estados Unidos há bandidos brasileiros.
Durante a entrevista, Lula revela conselho que deu a Alexandre de Moraes em meio ao escândalo do Banco Master. Segundo ele, situações legais podem gerar desgaste público. O presidente relatou ter conversado diretamente com Moraes sobre o impacto do caso na imagem do magistrado.

"Eu disse para o Alexandre de Moraes: 'você construiu uma biografia histórica nesse país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que a investigação do caso Master jogue fora a sua biografia.'"

Lula afirmou que orientou o ministro a esclarecer a relação profissional envolvendo o escritório de advocacia ligado à sua esposa e a declarar impedimento em processos relacionados.
Um país do tamanho do Brasil não pode ficar desprovido de segurança, afirmou presidente durante entrevista ao porta ICL Notícias. Para proteger seus 215 milhões de pessoas, o Brasil precisa melhorar sua defesa, no caso de alguém resolver invadir o país, disse Lula.

Ele apontou ainda que há "um cidadão no mundo que se acha imperador" e que gosta de fazer publicações nas redes e de mudar constantemente sua opinião. Tem que ter cuidado com ele, concluiu o mandatário brasileiro.

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