A movimentação em torno de uma eventual substituição de Lula por Fernando Haddad como candidato do PT à Presidência tem repercussão direta no mercado financeiro. De acordo com a Folha de S.Paulo, executivos e banqueiros passaram a sondar lideranças petistas e o próprio ex-ministro, avaliando-o como alternativa mais previsível e moderada para a condução da política econômica.
As declarações recentes de Lula, que afirmou ainda não ter decidido se será candidato, funcionaram como gatilho para essas especulações. Embora o presidente tenha sinalizado possuir experiência acumulada para disputar novamente, a ambiguidade inicial abriu espaço para leituras divergentes dentro e fora do partido.
Apesar disso, dirigentes do PT e o próprio Haddad reiteram que não há possibilidade concreta de Lula desistir da candidatura. Mesmo diante de pesquisas que indicam um cenário competitivo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno, a avaliação interna é de que o presidente permanece como nome central da legenda.
No setor financeiro, contudo, persiste a expectativa de que Haddad pudesse representar uma alternativa mais alinhada aos interesses do mercado. Essa percepção sustenta, de forma discreta, a ideia de que uma candidatura do ministro seria preferível à continuidade de Lula no cargo, destaca a apuração.
Levantamentos recentes mostram que Haddad aparece tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno, o que reforça sua viabilidade eleitoral. Esse desempenho levou setores do PT a considerarem, ainda que de maneira reservada, a existência de um plano B caso ocorra um cenário improvável de desistência por parte de Lula.
Mesmo assim, a avaliação predominante no partido é de que Lula continua sendo o candidato mais competitivo e com maior musculatura eleitoral.