Panorama internacional

Washington e Teerã iniciarão negociações em Islamabad amanhã, diz primeiro-ministro paquistanês

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta sexta-feira (10) que ambas as partes em conflito estão prontas para negociar e resolver as diferenças por meio do diálogo.
Sputnik
Nesse sábado (11), representantes dos EUA e Irã irão se encontrar em Islamabad para negociações de paz.

"As negociações entre os dois lados são cruciais: ou terão sucesso ou fracassarão na busca por um acordo duradouro."

A delegação iraniana chegou em Islamabad nesta sexta-feira (10), liderada pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf. Além dele, também estão presentes Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores; Ali Akbar Ahmadian, secretário do Conselho de Defesa; Abdolnasser Hemmati, governador do Banco Central; e membros do parlamento e especialistas.
Antes de ir, Ghalibaf exigiu que as demandas iranianas para que a reunião ocorresse fossem cumpridas. São elas o fim dos ataques contra o Líbano e a liberação de ativos do país que estão bloqueados. As conversas só ocorrerão no sábado (11) se ambas foram feitas.
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Apesar das afirmações de Sharif, os bombardeios contínuos de Israel no Líbano podem encerrar as conversas antes mesmo de seu início. O presidente do Parlamento do Irã, anunciou nesta sexta-feira que o fim dos ataques contra o Líbano foi uma das exigências impostas a Washington para a reabertura do estreito de Ormuz e, consequentemente, as conversas em Islamabad.
Do outro lado da mesa, o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, já deixou o território norte-americano em direção a Islamabad. Ao lado dele, representarão Washington o genro de Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff.
"Estamos ansiosos pela negociação, acho que será positiva", disse Vance aos repórteres antes de partir para o Paquistão. A delegação dos EUA está indo para as negociações com "diretrizes bastante claras" de Trump, acrescentou o vice-presidente.
À repórteres, Trump detalhou que a principal demanda norte-americana é que os iranianos não construam uma bomba nuclear. "Isso é 99%", disse. O líder norte-americano também pareceu indicar que concorda com a cobrança de taxas pela passagem pelo estreito de Ormuz anunciadas por Teerã.
"O estreito vai abrir. Se acabarmos de sair, o estreito vai... caso contrário, não ganhariam dinheiro. Então o estreito vai abrir."
Caso as negociações fracassem, no entanto, o presidente republicano prometeu retomar os ataques com ainda mais intensidade. "Estamos carregando os navios com a melhor munição, as melhores armas já feitas — ainda melhores do que as que usamos antes, quando os destruímos completamente", acrescentou.
Na última terça-feira (7), Araghchi deu detalhes nas redes sociais do que foi acordado entre Washington e Teerã para as conversas em Islamabad. Segundo o diplomata, a Casa Branca concordou em utilizar a proposta iraniana de dez pontos como ponto de partida para as negociações.
Dentre elas está o fim das sanções econômicas contra Teerã, o reconhecimento da soberania iraniana sobre Ormuz e de seu direito de enriquecer urânio, o fim das agressões militares e o pagamento de indenizações ao Irã. Também ficou estabelecido o cessar-fogo entre Israel e Irã, conforme divulgado pelo premiê Sharif.
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