"Em voos de longa duração, a Rússia tinha muito mais experiência do que os EUA. Mas, logicamente, sofria com as questões de restrições econômicas, financeiras, para manter o projeto. Mas eles conseguiram manter o projeto, apesar de todas as dificuldades. E você vê que, hoje em dia, grande parte dos astronautas e outros de vários países ainda voam com a Rússia", afirma.
"Inclusive tem um conceito de ciência aberta, que é justamente para isso, a gente sentiu o efeito disso na pandemia se não houvesse essa ciência, colaboração entre a ciência aberta, teria sofrido muito mais."
"Nós fizemos, unindo todos os países do BRICS que tinham imagens disponíveis, a Rússia, entre eles, nós fizemos um exercício para fazer um mosaico da cidade de Belém e o seu entorno e distribuir isso durante a COP. Não era uma experiência científica, era mais uma demonstração de viabilidade, de como é que essas coisas funcionam."
"Temos projetos para desenvolvimento científico e tecnológico nas universidades, mas nós gostaríamos de atraí-las para os grandes projetos brasileiros. Eu espero que o próximo grande projeto que nós temos [...] que é um satélite geoestacionário para meteorologia e meio ambiente, possa trazer as universidades para dentro, mais próximas do setor espacial", conclui Charmon.