Em nota conjunta, Novo e PL, que juntos têm 16 senadores, informaram que a atual conjuntura de "instabilidade institucional" no STF impede a aprovação de novas indicações.
"Esta decisão representa, antes de tudo, um gesto concreto de unidade partidária, essencial para o fortalecimento da atuação política e para a defesa dos valores que norteiam o partido e seus representantes."
Indicado pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado em 29 de abril. Nesta primeira fase, o advogado-geral da União precisa de uma maioria simples entre os 27 integrantes da CCJ para que seu nome avance para o plenário da Casa, onde precisará do apoio de outros 41 senadores.
Na última semana, Messias expressou otimismo e serenidade ao receber a notícia sobre a sabatina ser inserida no calendário:
"Com otimismo e serenidade, recebo o calendário estipulado pelo Senado Federal para a realização de minha sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. Agradeço ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar, e ao relator do processo, senador Weverton Rocha, o envio e o trâmite da mensagem presidencial. Até a data da sabatina, permanecerei buscando o diálogo franco e aberto com todos os 81 senadores, de forma respeitosa, transparente e propositiva."
Se aprovado, esta será a 11ª indicação de Lula ao STF ao longo dos três mandatos. Estão ativos na Corte ainda: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, os três na Primeira Turma, e Dias Toffoli na Segunda. Com 45 anos de idade, Messias integraria a Corte até 2055, quando atingiria a idade de aposentadoria compulsória de 75 anos.
O advogado-geral da União é visto com confiança por Lula graças à sua atuação em governos anteriores. Em 2011, foi consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e, em 2015, assumiu o cargo de subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, durante o governo de Dilma Rousseff.