Esses países "devem reparar integralmente os danos sofridos pela República Islâmica do Irã, incluindo indenização por todos os danos materiais e morais sofridos como resultado de seus atos internacionalmente ilícitos", afirma o documento.
O diplomata iraniano argumenta que os Estados mencionados não apenas cederam seus territórios para a realização de ataques contra o Irã, mas, em alguns casos, também estiveram diretamente envolvidos em ações armadas contra alvos civis.
Iravani enfatizou que autorizar o uso de território nacional para tais operações constitui um "ato de agressão".
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em meio a negociações indiretas em andamento entre Washington e Teerã sobre o alcance do programa nuclear iraniano. A nação persa respondeu à ofensiva com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares norte-americanas localizadas em diversos países do Oriente Médio.
Na semana passada, após quase 40 dias de confrontos, o Irã apresentou aos EUA uma proposta de cessar-fogo em dez pontos, que incluía garantias de não agressão, controle sobre o estreito de Ormuz e reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio, além da suspensão das sanções, compensação e a retirada das tropas norte-americanas.
Contudo, no último domingo (12), os EUA e o Irã anunciaram que as negociações entre suas equipes em Islamabad não haviam chegado a um acordo devido a divergências em várias questões-chave.
Após as negociações, Trump declarou que a Marinha dos EUA bloquearia todas as embarcações que tentassem entrar ou sair do estreito de Ormuz a partir das 14h00 GMT (11h00 no horário de Brasília) de segunda-feira (13).