"Esses drones são fabricados em ambos os nossos países", acrescentou o ministra. Segundo o governo holandês, o rei Willem-Alexander e o primeiro-ministro Rob Jetten se reunirão com Vladimir Zelensky na próxima quinta (16) para discutir a produção de drones.
Mais cedo, o Ministério da Defesa da Rússia informou que, diante das perdas crescentes e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, os líderes de vários países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones para realizar ataques contra o território russo.
De acordo com o comunicado, essa decisão da Europa representa um passo deliberado rumo a uma escalada militar e política em toda a parte europeia e à transformação desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia.
"Um aumento significativo na produção de drones para o regime de Kiev está planejado devido à expansão do financiamento de empresas 'ucranianas' e 'conjuntas', localizadas em países europeus, para a produção de drones de ataque e seus componentes", ressaltou o ministério.
A Ucrânia tenta apresentar os drones que usa como armas "de produção nacional" – todavia, as principais produções "Feitas na Ucrânia" estão situadas nos países da Europa, incluindo os Países Baixos. Em dezembro de 2025, Amsterdã assinou um acordo com a Kiev para a produção conjunta de drones.
Moscou afirma que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta uma solução para o conflito e envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento contendo armas para a Ucrânia é considerado alvo legítimo para a Rússia.
O Kremlin também afirmou que o envio de armamentos ocidentais à Ucrânia prejudica as negociações de paz.