O Senado dos Estados Unidos voltou a rejeitar uma resolução que buscava limitar a capacidade do presidente Donald Trump de conduzir ações militares contra o Irã sem autorização do Congresso. A proposta foi derrubada por 52 votos a 47, marcando a quarta vez no ano em que a medida fracassa.
Se aprovada, a resolução — baseada na Lei de Poderes de Guerra — impediria a continuidade das operações militares sem aval formal dos parlamentares. A votação ocorreu em grande parte seguindo linhas partidárias, com maioria republicana mantendo apoio à condução do conflito pela Casa Branca.
Democratas afirmaram que pretendem reapresentar a proposta semanalmente, mesmo sem expectativa de aprovação, como forma de registrar a posição de cada parlamentar sobre a guerra. Já alguns republicanos indicaram que podem rever seus votos caso o conflito se prolongue além deste mês.
Pela legislação federal, o Congresso precisa autorizar ações militares que ultrapassem 60 dias — prazo que se aproxima, já que os ataques dos EUA em conjunto com Israel começaram em 28 de fevereiro. A Casa Branca ainda pode estender esse limite por mais 30 dias, sob justificativa de segurança nacional.
Apesar disso, a maioria dos republicanos segue alinhada a Trump, que determinou, entre outras medidas, um bloqueio militar a portos iranianos. O presidente afirmou recentemente que a guerra estaria “próxima do fim”, embora tenha apresentado diferentes estimativas sobre sua duração.
Entre os votos, chamou atenção o posicionamento do senador democrata John Fetterman, que se juntou aos republicanos para rejeitar a medida. Já o republicano Rand Paul foi o único de seu partido a apoiar a resolução ao lado dos democratas — repetindo sua posição em votações anteriores.
Outro republicano, Josh Hawley, afirmou que seria do interesse dos Estados Unidos encerrar rapidamente o conflito e disse esperar avanços diplomáticos nos próximos dias. Enquanto isso, cresce entre parlamentares a preocupação com os custos e os impactos de uma eventual prolongação da guerra.