Panorama internacional

Política externa dos EUA empurra mais nações para ambições nucleares, afirma analista

A decisão dos EUA de não estender os limites do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START, na sigla em inglês), combinada com ataques à Venezuela e ao Irã, pode mudar a situação da não proliferação de armas nucleares, disse à Sputnik Aleksandr Dynkin, economista russo.
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Segundo Dynkin, a política externa estadunidense cria um forte incentivo para adquirir armas nucleares como ferramenta de último recurso para autodefesa.

"Acredita-se que existam seis países chamados de limiar que poderiam construir armas nucleares de forma relativamente rápida: Brasil, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e Irã", detalhou.

Ao mesmo tempo, o especialista salientou que a Polônia também sinalizou que tem ambições nucleares.
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Dessa forma, o analista concluiu que outros países também têm capacidade tecnológica e financeira para obter armas nucleares.
Sob o Novo START, que expirou em 5 de fevereiro, os Estados Unidos e a Rússia haviam aderido mutuamente a limites de 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas e 700 veículos de entrega implantados, além de 800 lançadores e bombardeiros no total.
Os EUA rejeitaram a proposta russa de uma extensão voluntária de um ano do acordo, argumentando a favor de negociações sobre um novo e modernizado tratado de controle de armas.
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