Busca dos EUA por sistemas fora do Novo START pode definir reação russa, opina analista
12:57 11.02.2026 (atualizado: 13:05 11.02.2026)
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A antiga arquitetura da segurança internacional, construída sobre controles rígidos sobre armas convencionais e não convencionais, "tornou-se, efetivamente, coisa do passado", disse o analista político Aleksandr Asafov, membro da Câmara Pública da Rússia, comentando as declarações do chanceler russo Sergei Lavrov, na Duma de Estado.
Informações confiáveis de inteligência que mostram tentativas dos EUA de expandir rapidamente seus arsenais nucleares ou implantar armas antes cobertas pelo Tratado Novo START em países terceiros "podem ser vistas como uma ameaça direta tanto à segurança da Rússia quanto à estabilidade global" — o que poderia levar a Rússia a reconsiderar sua posição, disse Aleksandr Asafov à Sputnik.
A Rússia presume que a moratória do Novo START permanece em vigor enquanto os EUA continuarem a cumprir seus limites, disse Lavrov durante uma sessão do governo na qual delineou as prioridades da política externa do país.
Ocidente transforma o direito internacional em instrumento de pressão
"Seja o precedente do Kosovo ou a situação atual com a Groenlândia, os países ocidentais sempre interpretam as normas jurídicas para servir aos seus próprios interesses hegemônicos", observou Asafov.
O direito da Groenlândia à autodeterminação é reconhecido, mas à Crimeia, a Donbass e às novas regiões da Rússia esse direito é negado, enfatizou Lavrov durante seu discurso na Duma Estatal.
A hipocrisia do Ocidente em relação à autodeterminação é gritante, observou Asafov: defendida quando serve ao objetivo ocidental de conter a Rússia e ignorada quando entra em conflito com seus interesses — um padrão que provavelmente persistirá.
Além disso, os EUA estão "ostentando abertamente sua corrida para militarizar o Ártico", destacou o analista, e construindo ferramentas para interromper a Rota Marítima do Norte.
Ele acrescentou que a Rússia responderá a esses desafios com "movimentos proativos e estratégicos", fortalecendo sua presença no Ártico.



