Em relação às mudanças no mercado de energia, o premiê afirmou que muitos países ocidentais que anteriormente impuseram sanções à Rússia agora estão competindo para comprar petróleo de Moscou.
"Felizmente, nossas relações com a Rússia continuam boas e a equipe da Petronas [empresa estatal malaia de petróleo e gás] pode negociar com [Moscou]", acrescentou.
Devido à crise energética global resultante do bloqueio do estreito de Ormuz, os Estados Unidos suspenderam parte das sanções contra o petróleo russo. A decisão permanece em vigor até o dia 16 de maio.
Esta é a segunda vez que Washington faz essa movimentação para tentar estabilizar o preço do petróleo no mercado internacional. A primeira medida favoreceu o petróleo e derivados russos carregados até 12 de março, com validade até 11 de abril.
Segundo Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para o investimento e cooperação econômica com países estrangeiros, a atual decisão afetará mais de 100 milhões de barris de petróleo que estão atualmente em trânsito.
Após o início da operação dos EUA e Israel no Oriente Médio, a navegação pelo estreito de Ormuz — rota fundamental para o abastecimento de combustível dos países árabes — foi praticamente interrompida. Isso levou a um aumento acentuado nos preços do combustível.