Segundo o líder iraniano, Teerã continua aberta ao diálogo, mas acusa Washington de agir de forma contraditória. Em publicação nas redes sociais, Pezeshkian declarou que a "má-fé, o cerco e as ameaças" impedem negociações genuínas, acrescentando que a comunidade internacional observa a discrepância entre o discurso e as ações dos EUA.
Do lado norte-americano, a Casa Branca confirmou que o bloqueio naval contra o Irã segue em vigor, mesmo após a implementação de um cessar-fogo. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que, embora os ataques militares tenham sido interrompidos temporariamente, a chamada Operação Fúria Econômica continua ativa, incluindo o bloqueio, que classificou como eficaz.
A escalada entre os países teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos iranianos, incluindo a capital Teerã, resultando em danos e vítimas civis. Em resposta, o Irã lançou ataques contra o território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
O conflito impactou diretamente o estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), provenientes do golfo Pérsico. O tráfego na região foi quase completamente interrompido, pressionando os preços internacionais dos combustíveis.
Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo inicial de duas semanas, posteriormente estendido pelos Estados Unidos. Apesar disso, negociações realizadas em Islamabad não avançaram, e não há definição sobre um acordo definitivo.