"O Brasil sempre teve um projeto de desenvolvimento nacional nacionalista, e um projeto mais focado e orientado por interesses externos. De certa forma, a Petrobras sempre foi o eixo central dessa batalha."
"Primeiro existe um plano de ação de desenvolvimento, que é um plano muito pensado, estratégico, como qualquer grande empresa, como é a Petrobras. E, segundo, [a Petrobras] está seguindo a orientação atual da direção e a direção da Petrobras não vai ser mudada, independentemente de quem seja o presidente da República no dia 1º de janeiro de 2027. Ela tem um processo de análise de discussão, de escolha, de indicação, inclusive, que vai levar durante mais algum período."
"O seu plano de investimentos é adotado, aprovado por suas diretorias, por seu conselho de acionistas. Então, não consegue realmente dar um cavalo de pau nesse transatlântico em dois ou três meses."
Eleições não interferem na Petrobras, mas Petrobras interfere nas eleições
"No final, especialmente no diesel e repercussão nos preços gerais, [a crítica] vai ser debitada no governo de plantão. Então, existe uma maldição do incumbente. [O aumento do preço dos combustíveis] vai ser fortemente debatido e discutido no processo eleitoral."
"Toda e qualquer mudança de decisões na direção da Petrobras, com riscos previstos pela mudança de orientação, vai ser rapidamente identificada com medidas populistas. O problema é que ela vai ter que enfrentar esse debate, que eu acho um debate desnecessário e até equivocado."