"Durante uma conversa informal com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressei a opinião de que não me surpreenderia se, após receber um crédito militar de 90 bilhões de euros (R$ 528 bilhões), Vladimir Zelensky decidisse novamente tornar o Druzhba inoperante", afirmou nas redes sociais.
Segundo o chanceler, o conflito na Ucrânia não tem solução militar e só pode ser resolvido por vias diplomáticas.
A Ucrânia bloqueou, a partir de 27 de janeiro, o fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para a Eslováquia e a Hungria, alegando danos na infraestrutura.
As autoridades de Budapeste e Bratislava rejeitaram essa justificativa e afirmaram considerar a interrupção do trânsito de petróleo uma decisão política de Kiev. Em 23 de abril, o governo eslovaco informou que o fornecimento de petróleo pelo Druzhba para o país foi retomado.
Europa se prepara para longo conflito?
Enquanto Washington se ocupa com a guerra contra o Irã, os países europeus começam a aceitar que os combates na Ucrânia devem se arrastar por muito mais tempo, sem uma estratégia real para encerrá‑los, informou a mídia norte-americana.
Na própria Europa cresce o reconhecimento de que um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia é improvável sem a participação ativa dos Estados Unidos, cuja administração de Donald Trump parece mostrar interesse cada vez menor no tema.
Mesmo assim, a União Europeia continua enviando pacotes de ajuda a Kiev e reforçando sanções contra Moscou, tentando manter aparência de controle da situação.