A manifestação ocorre na Praça do Teatro, onde se concentraram apoiadores contrários às políticas do governo de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Um grande contingente policial está presente no local, mas sem interferir no ato, que foi autorizado pelas autoridades e ocorre sem perturbações à ordem pública.
Os manifestantes carregam cartazes pedindo que o governo adote uma política pacífica na região, que enfrenta grandes tensões desde o ataque promovido por Israel e Estados Unidos contra o Irã. Também há apelos por eleições antecipadas em Israel e pela proteção dos valores democráticos.
Setores da esquerda israelense também se opõem a políticas voltadas à expansão de assentamentos judaicos em territórios palestinos e à anexação da Cisjordânia.
Entre as principais demandas da oposição, também está a criação de uma comissão governamental de inquérito sobre a falha em prevenir o ataque do movimento palestino Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que levou Israel a um ciclo contínuo de conflitos militares ao longo dos últimos dois anos e meio.
Expansionismo israelense amplia tensões na região
Em fevereiro, medidas aprovadas por Israel revogaram regulamentos que impediam a compra de territórios na Cisjordânia por colonos judeus e permitiram que o governo israelense amplie a supervisão e fiscalização em áreas sob controle da Autoridade Palestina.
A Cisjordânia está entre os territórios que os palestinos reivindicam para um futuro Estado independente. Grande parte dela está sob controle militar israelense, com autogoverno palestino limitado em algumas áreas.
O mais alto tribunal das Nações Unidas afirmou, em um parecer consultivo não vinculativo de 2024, que a ocupação israelense dos territórios palestinos e dos assentamentos ali existentes é ilegal e deve ser encerrada o mais rápido possível. Israel contesta essa posição.