Segundo Trump, a decisão reflete a avaliação de que Washington mantém vantagem estratégica no atual momento. "Eu disse: Não, vocês não vão fazer um voo de 18 horas para ir até lá. Nós temos todas as cartas", declarou em entrevista à Fox News.
Apesar do cancelamento da missão diplomática, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos continuam abertos a negociações com Teerã, ainda que tenha demonstrado ceticismo em relação à eficácia de encontros presenciais neste momento.
Além disso, o líder norte-americano afirmou que há falta de entendimento, por parte dos EUA, sobre quem está no comando da República Islâmica. "Ninguém sabe quem manda, incluindo eles mesmos", declarou.
Segundo ele, a liderança iraniana estaria supostamente marcada por "confusão e disputas internas". A viagem de Witkoff e Kushner consumiria muito tempo e exigiria grande esforço, acrescentou o presidente norte-americano.
"Temos todas as cartas na mão, eles não têm nenhuma. Se quiserem conversar, tudo o que precisam fazer é ligar", afirmou Trump.
Mais cedo, o comandante iraniano Khatam Al-Anbiya afirmou que uma resposta das Forças Armadas do Irã se continuarem com o bloqueio à República Islâmica.
"Se o exército agressor dos EUA continuar com seu bloqueio, saques e pirataria na região, que tenham certeza de que enfrentarão uma resposta das poderosas Forças Armadas iranianas", observa a declaração citada pela companhia de radiodifusão estatal iraniana.
O quartel-general central observa que a prontidão das Forças Armadas do Irã para a defesa é maior do que antes do início do conflito, e que elas podem causar danos maiores aos EUA e a Israel. Nesta semana, Trump anunciou que estenderia a trégua até que Teerã apresentasse propostas para resolver o conflito e concluir as negociações.
Em 13 de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito. O Irã alertou que o bloqueio do estreito de Ormuz impede a continuidade das negociações.