Panorama internacional

Chefe da AIEA alerta que risco de catástrofe nuclear atinge níveis da Guerra Fria

O presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, advertiu na sua conta no X  que atualmente a ameaça nuclear mundial atingiu níveis do auge da Guerra Fria e apelou ao reforço do apoio ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e ao sistema de garantias.
Sputnik
Rafael Grossi escreveu que o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares existe há mais de cinco décadas e é o tratado mais amplamente reconhecido no mundo nesta área.

"Este é um momento muito particular. O risco de catástrofe nuclear aumentou para níveis nunca vistos desde o auge da Guerra Fria. [...] No domínio nuclear de hoje, enfrentamos um impasse precário, com mais atores, mais riscos e menos clareza", declarou Grossi.

Abordando o tema dos riscos nucleares, o presidente da instituição afirmou que o tratado é a ferramenta multilateral mais forte do mundo para prevenir a proliferação de armas nucleares. Segundo Grossi, a AIEA tem como objetivo garantir que o material nuclear não seja desviado do uso pacífico para o militar.
O chefe da AIEA também alertou que uma guerra voltou à Europa e ao Oriente Médio, exercendo enorme pressão sobre os mecanismos multilaterais que sustentam a paz e a segurança.
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O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares entrou em vigor em 1970. Atualmente, 191 Estados participam das suas disposições, incluindo cinco potências nucleares: Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido.
Em 5 de fevereiro deste ano expirou outro tratado de alta importância na esfera do controle sobre armas nucleares, o tratado russo-americano Novo START. Foi o último instrumento vigente a regulamentar os arsenais nucleares estratégicos da Rússia e dos Estados Unidos.
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a disposição da Rússia de aderir às restrições do Novo START por um ano após o fim do acordo. Essa iniciativa ainda está "sobre a mesa", mas Moscou ainda não recebeu uma resposta dos Estados Unidos, declarou anteriormente o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
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